fuscologia

Fusca, sua família e suas histórias.

A última viagem de Olívia – Parte 1

Posted on | maio 17, 2012 | 7 Comments

Última viagem foi de volta às raízes.

Um vira dois... três... quatro...

Dos seus 40 anos, Olívia passou 36 no mesmo e tranquilo lugar.

Cruzeiro da Fortaleza é uma cidade com menos de 4.000 habitantes na região do Alto Paranaíba, cerrado Mineiro. Desse tempo, por quase uma década ficou ali parada. Apreciando da garagem algum cachorro sem dono que vez ou outra cheirava o portão. Ou então aquele trecho de conversa de alguns poucos pedestres que raramente passavam por ali. Talvez o som mais ouvido nesse tempo tenha sido a palha da vassoura de piaçava que rossava as folhas da castanheira plantada na calçada, que insistiam em cobrir a terra nos pés das 3 roseiras do pequeno jardim de chão batido.

Seu único dono, vitimado por um AVC, já não mais a levava à missa do domingo. Nem até a mercearia de “secos & molhados” do Tonho do Bode, onde entre dois dedos de prosa morosa e despreocupada, ela podia apreciar a pracinha da Igreja Matriz. O que diria então até a roça, onde ela sempre ficava ao pé da frondosa mangueira, na beira do curral. De lá, voltava com o porta-malas cheio de laranjas, mexiricas e “limão-capeta”. Murangas cabiam poucas. Eram generosas. Essas voltavam quase sempre entre as pernas do passageiro do banco da frente; que descia para abrir e fechar as porteiras do caminho.

Dos 5 filhos, que ela levou um a um e às vezes todos no “chiqueirinho”, quatro já tinham virado “doutô”. Ninguém gostava mais daquele “aperto”, do cheiro de gasolina, do barulho do motor… Tinham carros modernos, de metal lustroso que brilhava de longe. Só não brilhavam tanto quando chegavam da capital, cobertos da poeira dos últimos 35km de estrada de terra. Mas rapidinho, os “meninos” davam um jeito: água, sabão, música e pronto. Antes do almoço, já estava reluzindo de novo.

E Olívia lá. Quieta, só observando a rua tranquila e uma ponta da roseira branca que avançava para dentro da calçada que dava acesso à garagem. Podia ficar ali, crescer ali… florescer ali. Não ia atrapalhar mesmo. Ela já não saia de casa há 7 anos.

Vez em quando, um canarinho da terra, que vivia ali por perto, insistia em se admirar no retrovisor. Isso alegrava as tardes de Olívia. Mas depois ela pensava: “será que é só vaidade ou ele também é sozinho, que nem eu”…

CONTINUA

Tota

Ô trem bão…

Posted on | maio 12, 2012 | 2 Comments

Ser mineiro é bão demais da conta, sô: pra todo lado que vai, tem pão de queijo.

Hummmm....

Ó otro aí, ó...

... e ainda tem um cafizim do cerrado...

Ótimo fim de semana a todos,

Abs

Tota

As mina pira…

Posted on | maio 10, 2012 | 4 Comments

Com a Mercedes-McLaren ele fez um strike.

Bobeou, pimba...

Com a Ferrari 458, ele marcou um gol, sem placa.

Gol de placa? Não, sem placa

O Aston Martin DBS papai vendeu…

Ô dó...

Amigão, se quiser meu coupê, tá na mão!

As mina pira...

As mina pira no vermelhinho…

Abs,

Tota

Todo cuidado é pouco.

Posted on | maio 8, 2012 | 8 Comments

Sabe aqueles caras que estão em processo de “reabilitação”?

Curti demais esse besouro!

Estou me sentindo assim… Depois de 6 meses em silêncio, fiz uma postagem ontem… e já estou aqui postando de novo, mas com aquele receio de que se o vento mudar de direção… tenho uma “recaída” e volto eu pra minha concha e fico quieto por lá, hibernando.

Assunto tenho aos montes, o que pega é o tempo para organizar tudo, escrever… conciliar todas as funções do dia-a-dia… Sou um mineirinho do interior, daqueles que gostam de contemplar. Fazer uma coisa de cada vez. Essa “mudernidade”, com tudo ligado no 220v, a 220km/h não é pra mim não. E se tem uma coisa que me dá “irc” é o “ter que”. Tenho que fazer isso, tenho que fazer aquilo, tenho que ir a tal lugar… Ah, fala sério!

Impecável!

To de volta e de cara prometo que não prometo postagens diárias. To de volta, mineiramente… com todo cuidado… arisco que nem pardal…

To de volta trazendo alguns clicks de belos besouros da moçada do Fusca Poços.

Isso sim é uma volta digna!

Abs

Tota

“Família, família…”

Posted on | maio 7, 2012 | 9 Comments

Voltei. (Ponto)

Assim mesmo, como se não tivesse ido… Na cara dura e lavada…

Sumi sim. (Ponto)

Acontece. Se até nossos carros – feitos de metal, vidro e borracha – tem seus altos e baixos, imagine a gente…

São 6 meses de ausência… silêncio total no blog… “Cadê o cara???” Sumiu do blog, sumiu dos encontros, sumiu… Meu grande amigo e incentivador, Levindo Vico Santos, do KGCBH, disse no sábado num evento super bacana em Poços de Caldas, que ele idealizou e realizou junto com a moçada do Fusca Poços, que “artista é assim mesmo”, sem mais nem porque, dá a louca e desaparece. Fiquei envaidecido pelo “artista”, mas na verdade, sou só “gente” mesmo.

De repente, não mais que de repente resolvi dar uma parada. Avaliar tudo. Crise dos 40? Talvez…

Foi bom parar. Melhor ainda foi continuar a receber o apoio dos amigos, como o grande Henrique “Fusca do Rock”, Christian “MacFuca”, Magid Lauar, Flávio Tavares, João Léo, Samuel Contin, Magno Classic Fusca, Zé do Fusca e tantos outros…

Encontro dos 50 Anos do KG no Brasil, realizado pelo KGCBH.

Em Poços, fui para fazer a cobertura fotográfica dos 50 Anos do Karmann Ghia no Brasil. Em Poços me emocionei num momento simples: pedi a 3 dos amigos do Fusca Poços um click de recordação daquele momento. Em fração de segundos, o 3 virou 6, que virou 9, que virou 12. De repente, não mais que de repente, estava lá eu rodeado por “gente”. Todos ali com o mesmo pretexto de curtir nossos carros antigos.

Não era lata, não era vidro, não era borracha. Isso, pouco importava.

Era apenas um bando de amigos, celebrando as coisas boas e simples da vida.

Grupinho....

... que virou grupo...

... que virou festa!

Valeu moçada!!!

Abs,

Tota

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